segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Balanço da Dupla

Na semana passada o Grêmio foi visivelmente prejudicado. Três de seus principais jogadores foram suspensos. Suspensões injustas, comparada as que já ocorreram no Brasileirão deste ano. Réver, Morales e Léo. A de Léo, até acredito que tenha cabido os 120 dias de férias para o zagueiro, pois seu lance foi bruto e totalmente fora do padrão far play.
A torpe decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva revoltou torcedores, presidente, dirigentes, jogadores e também todos os gaúchos, pois voltaram todas as lembranças das decisões passadas deste tal STJD que de justiça não têm nada. A mídia comentou tudo novamente, os 8 jogos que o Grêmio jogou sem torcida, os 11 jogos cancelados, Zveiter, o pênalti no tinga e pá pá pá...
Contudo, a justa revolta dos tricolores adiantou. Cancelaram todas as punições. Fizeram como se nada tivesse antes, nem soco, nem carinhos no genital, nem empurrões...
E agora, perderam, pra fraca e medíocre Portuguesa. Aposto, na minha leiga opinião, que se estes três ditos jogadores obedecessem às punições o Grêmio, com toda certeza, iria ganhar o Brasileiro. É assim, todo mundo sabe. Não só o Grêmio, como os outros clubes ganham é na dificuldade. O dado apelido “imortal” não é por causa da (mortal) Dercy Gonçalves. O Grêmio, como todo clube de pouca estrutura financeira, (e não me entendam mal, por favor, estou fazendo referência a pouca quantidade de “craques” no time ou de jogadores caros) cresce na dificuldade. Foi assim nos Aflitos, e foi assim em todos os títulos ganhos pelo tricolor. Com o Internacional também foi assim, na Libertadores, no Mundial... Quando estávamos com Fernandão fora, com o Gabiru no time é que fizemos o gol no poderoso Barcelona.
É a revolta que faz vencer. É a injustiça que alimenta o último passo antes que a bola saia. Não digo aqui que o Grêmio não sairá campeão, afinal ainda está em primeiro, mas digo o seguinte, se a punição ainda estivesse valendo a conquista ia ter um motivo a mais para ser comemorada.
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Agora, falando um pouco do colorado. Sábado venceu o Atlético –PR, ou melhor, venceu o Galatto F.C.
O quanto deve o Atlético ao Galatto, o clube e o time dependem, e muito, dele. Goleiro rápido, certeiro, ágil... De defesas extraordinárias, merece ao menos um elogio do Dunga. O Inter, agora que quase sem chance de ir a Libertadores no ano do seu centenário começou a fazer o que se esperava, vencer, com propriedade. Com D’alessandro e Alex no time, jogadores de seleção, venceu em casa. E não posso deixar de ressaltar a fase que passa Alex. Com um gol e passe pra outro, mostrou o quanto está jogando e confirmou o motivo da primeira convocação para defender o questionado Brasil. Que passe e que gol. Na verdade, analisando de perto os dois gols foram dele, porque depois daquela jogada e daquele passe deveriam escrever o nome dele na súmula.
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Só para constar, e sem querer me vangloriar do palpite a disputa está cada vez mais acirrada. Parece tudo combinado. Que maravilha! Que disputa. Torço pra que tudo se decida na última rodada, que campeonato será, quanta emoção. Pena que não terá como sair nos pênaltis o campeão, mas que bom seria...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Até onde vamos?

A dúvida que mais me cala é: até onde vamos? Seja na política, seja no futebol, seja nas imprudências e principalmente, a que ponto chegaremos quando falamos da incompetência das lideranças brasileiras?
Tenho acompanhado o caso de um “casal”, com o perdão da redundância, em Santo André no ABC paulista, onde há mais de 40 horas o então, ex-namorado, mantém seu afeto (ou seria desafeto) em seu poder... Invadiu a casa da ex-namorada, pelo que ele informa armado até os dentes, e muito raivoso diga-se de passagem. Pegou a ex-namorada, sua amiga e dois “coleguinhas” fazendo “trabalhos” escolares. Acho que não deveríamos isentá-la de parte da culpa, mas também não podemos deixar de ressaltar, que obviamente o maior detentor da culpa e do resultado desta situação é o maníaco, Lindemberg Fernandes Alves.
Resumindo. Enquanto eles, lá dentro, lavam sua roupa suja, ficamos nós aqui fora, brincando de Big Brother. Só observando. E as chamadas surgem ao vivo... “Neste momento, ele mostrou a arma, neste momento ele atirou, acreditamos que ele têm 6 balas, pois é um revólver 38, porém ele levou mais balas no bolso. E enquanto o BBB acontece no apartamento crianças inocentes morrem de fome em cada esquina. Isso não é legal de aparecer na TV Globo, não é?
A polícia também, faz vigília, elabora parecer, e eu me pergunto, será que nem um delegado teve o mínimo de astúcia para colocar um sonífero na comida que foi entregue pelos lençóis lançados. Para isso ninguém raciocina, mas para outras coisas, são uns verdadeiros gênios...Quem sabe, para eles, é melhor mesmo ficar lá, assistindo o circo do casal do que combatendo o crime e o tráfico de drogas que em São Paulo até onde sabemos não é pouco.É mais seguro, é mais divertido, e ainda, se derem sorte podem ficar famosos!
Sem podermos fazer muita coisa para ajudar, ficamos nós assim, nos perguntando... Até aonde vamos? Com pai matando a filha, namorado seqüestrando a namorada, a bolsa em crise, o "nove dedos" viajando, a Marta "gozando", o preço dos alimentos subindo e o Ronaldo engordando...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Celso Guevara e seus juniores...




Revolução – Giro, rotação, insurreição que tende a modificar a política ou as instituições de um estado. Saindo da revolução em si, esquecendo de Ernesto Che Guevara, Bento Gonçalves, Davi Canabarro e todos aqueles que lutaram por respeito, terras ou causas sociais; vamos transportar esta revolução para hoje, e por que não, para o futebol. As revoluções buscam, por mais que as vezes não pareça uma situação melhor, as vezes conseguem, as vezes não. Desta vez, se saiu vitorioso quem revolucionou, mesmo que não saibamos quem foi esta pessoa. Quem assumiu a frente, foi ele, Roth. Mas daí, dizer que foi ele quem mudou... É outra história.
Quem sabe por pressão dos superiores (e inclui-se aí a torcida), quem sabe pelo famoso tudo ou nada, afinal perdia ele e sua equipe o respeito que muito tinham lutado para conquistar, afinal, no inicio do ano o Grêmio era apenas mais um, que para a maioria, ia lutar para não cair. E esse respeito se deu após a árdua batalha dos jogadores e da comissão técnica.
Mas deixando os palpiteiros e o abstrato de lado. Vamos para o concreto. Vitória do Grêmio, em casa, sim. Contudo, Vitória. Coragem, pois podia se afastar mais ainda da briga que - como eu já salientei no primeiro texto, segue ainda mais acirrada: 53, 53, 49, 49 e 49 – e perder de vez o respeito, o mérito e o principal, o cargo.
Voltando à definição de revolução, modificar a política ou as instituições de um estado. Estado, Grêmio. Política ou instituições, esquema de jogo ou para ser mais concretos: Felipe Mattioni, Thiego, Helder e o menino que se parece muito com Samuel Eto’o (não só nas aparências físicas, mas na correria imposta em campo), Douglas Costa.
Resumindo com um revolucionário à beira do campo e quatro novos lanceiros o Grêmio, deu um passo a mais, de grande importância para a busca do título e para tentar a ultrapassagem do cada vez mais fechado Palmeiras. Que a cada não jogo não só vence, convence.

A respeito do goleiro colorado, prefiro não tentar explicar, afinal não fui eu quem jogou a bola no Índio. Portanto, quem deve explicações é ninguém mais além dele.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

El cabezón

Existe uma história que é contada, que a cerca de 20 ou 30 anos nasceu em Buenos Aires um matador que não tinha perdão de seus inimigos. Diferente dos demais matadores da época, que torturavam e praticavam malefícios às vitimas antes de executarem, ele era diferente. Executava para depois praticar as, então, torturas. Muitos não viam graça naquilo, até porque não tem motivos para se achar graça de um assassino. Mas, pensavam, por qual motivo uma pessoa vem a matar alguém e depois torturá-la? O que ele sente em fazer esse tipo de delito, afinal a pessoa provavelmente nem deve sentir as torturas, pois já nem existe mais.
Pois bem, esse matador por lá teve seu reinado, permaneceu alguns anos, matou, torturou e cresceu. Não muito, pelo que sabemos até hoje não mede mais de 1,80 e nem pesa mais de 80kg. Um matador, ligeiro, pequeno, que cresceu, não fisicamente, mas sabiamente. É isso. Um sábio. Maestro de crimes.
De Buenos Aires cansou, e de lá saiu. Buscava um lugar onde pudesse espalhar suas histórias de terror, matar e depois torturar...Friamente. Foi para Europa e por lá permaneceu alguns anos. Andrés era seu nome, seu apelido "El Cabezón" (não se sabe se era por sua grande cabeça ou se pelo estilo peculiar do cabelo). Com os Europeus a briga foi um pouco mais difícil, por isso resolveu retornar a América do Sul, onde é um matador de maior fama. Porém, aqui, não perdeu seu script. Mata, e aniquila rapidamente. E depois com toda calma do mundo, tortura pelo tempo que, para ele, for suficiente.
Seu primeiro nome é Andrés, o segundo, Nicolás e o terceiro D'alessandro.
Assim ele segue, como desde pequeno, na velha capital argentina. No gre-nal não foi diferente, matou aos 5 do primeiro tempo, e depois, seguiu, torturando e praticando malefícios ao seu inimigo. Quem tem uma boa memória lembra que ainda pelo River Plate ele eliminou o Corinthians em São Paulo pela Libertadores e ainda, descontente, conseguiu colocar para a rua cerca de dois ou três corinthianos, somente com sua sabedoria e maestria, torturou.
E assim temos todos os ingredientes de um matador, esperto, ligeiro, astuto. E acima de tudo frio.

Brasileirão 2008

Não podemos deixar esta semana (e essa rodada) passar despercebida, o campeonato brasileiro se encaminha para sua reta final e por incrível que pareça a cada rodada, ao invés de se definir a posição das equipes, o campeonato vai se embaralhando. Para quem dizia que campeonato por pontos corridos não tem emoção até que esse vai indo bem, não?!
Se olharmos os extremos da tabela, podemos pensar que não é tão pequena a diferença, afinal o líder Palmeiras tem quase o dobro do lanterninha Fluminense. (50 - 26) Mas ao analisarmos o miolo vemos quase que uma contagem regressiva, seja no topo ou na parte baixa da tabela. São raros os clubes que tem uma pontuação diferenciada dos demais. Há casos em que três ou quatro times têm a mesma pontuação, por exemplo: Cruzeiro, Flamengo e São Paulo, 46. Depois deles a já citada contagem regressiva: Botafogo, 43. Goiás, 42. Internacional, 42. Coritiba (e não, Curitiba) 41. Vitória 40 e finalmente, Sport com 39.
O campeonato fez-se mais competitivo, mais excitante de algumas rodadas para cá. Parecia quase que perdera a graça quando o Grêmio ao fazer excelente primeiro turno abriu 6 pontos de vantagem dos demais e se encaminhava a uma campanha fantástica, mas de repente despencou, por sabe se lá quais motivos... Não vamos aqui, ficar discutindo se foi por A ou por B que o rendimento baixou, pois a matemática por sua exatidão nos mostra que o campeão do 1º turno é o mesmo que está em 15º no segundo. Para mal ou para bem, vamos ver pelo lado positivo, o campeonato está em aberto, e torcemos para que, assim siga até o máximo de rodadas possíveis.
Para não falarmos somente de quem caiu de rendimento vamos ver quem conseguiu evoluir. O Ipatinga, que só podia subir, pois era o último ao final do primeiro turno, realmente subiu. Somente no segundo turno o Ipatinga conquistou 11 pontos quase que a metade do seu desempenho no campeonato inteiro, e se fizessemos valer apenas o segundo turno até aqui ele estaria na nona colocação, e se classificaria para a Sulamericana. Ou seja, ao mesmo passo que uma tematização, o líder desce, o lanterna sobe e os clubes vão se igualando. Se assim seguir, não mais sentiremos saudades nos tempos em que se torcia para entrar no quase que extinto octogonal final.