O Brasil sabe. E a cidade maravilhosa, também! Estamos felizes. Demais. As Olimpíadas são nossas, e isto pelo melhor dos lados deve servir de motivo para vermos que, com boa vontade, conseguimos e podemos ser melhores que chineses, americanos e europeus.
O Brasil tem a receita da felicidade, e desconfio que esteja no bolso do nosso querido presidente. Devemos pegá-la. Lula sabe, de um modo ou outro, conquistar a simpatia do público e dos seus eleitores. Seja viajando para Copenhague para discursar pelo esporte, seja descobrindo sal embaixo da terra. Este gordinho, barbudo e sem um dedo mínimo, está surpreendendo à todos, inclusive a mim, e entrando pra história com bons e maus feitos. Mas sem dúvida, feitos.
Discursou – obviamente, em português – frente aos homens mais poderosos do planeta, em destaque: o moreno e o olhinho esticado. E não deixou a desejar, tanto que levou – ou melhor, trouxe – as Olimpíadas para o Rio.
Aí mora minha preocupação, no Rio. A cidade maravilhosa! Imagina se acontece algo errado? E se os traficantes não fornecem uma “pura” aos turistas? E se as pizzas terminam frias nas mesas dos líderes políticos que se achegam para prestigiar o evento? E se o churrasco de confraternização estoura a tampa e cai na carne? Terá uma segunda opção? Feijão tropeiro, quem sabe... O pior: Imagina se uma bala perdida encontra alguém? Que vergonha seria...
Mas assim é o Brasil. Assim, feliz! Não importa que tenhamos balas, pizzas azedas, churrascos com vidro... A Olimpíada é nossa! Retrato dessa indiferença era a quantidade de pessoas na praia em pleno meio dia de sexta feira. Todas orgulhosas. Procurando as câmeras para gritar em alto e bom som: estou faltando o trabalho pra vir aqui! Que beleza!
Somos o retrato dos nossos líderes, que estão faltando o trabalho para ir à Copenhague. Porém não vamos culpá-los, pois eles fizeram o dever de casa, fora dela. São exemplo de como faltar aos deveres e ao mesmo tempo se redimir. Outro feito surpreendente. E é por isso e pelo que – tenho certeza - há de vir, prometo: não me preocuparei mais com nenhum dos problemas da nação, faltarei ao trabalho para ir à praia, não ajudarei as vovós a atravessar a faixa e muito menos pararei nos sinais vermelho. E se conseguir algum dinheiro público, juro que vou a Copenhague. Sabe porquê? Por que a Olimpíada é nossa! E com isso, já estou feliz, à moda brasileira, é claro!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Como ser feliz
sábado, 19 de setembro de 2009
1 ano de blog
Nem eu acreditava. Neste mes comemoro um ano de blog. Quanta alegria. Após inúmeras tentativas fracassadas de manter atualizada uma humilde página, de comentários mais humildes ainda, na grande rede. Obrigado à todos, que me fomentam e me municiam para escrever e principalmente, me encorajam para publicar e postar minhas considerações. Que mais anos venham...
Um comentário infeliz, num momento infeliz
Nosso excelentíssimo presidente virou motivo de piada, mais uma vez. Solicito, ofereceu ao visitante Nicolas Sarkozy um churrasco, que terminou em feijão tropeiro. Até aí, nada é novidade. Lula aprontando mais uma peripécia e ainda fazendo o pouco que podia dar certo, dar errado. Virou comentário em todo território nacional. Mas mais triste do que o churrasco envidraçado, foi o infeliz comentário do funcionário público Sandro Amoroso Pacheco. Abrindo a Zero Hora do dia 18 de setembro, me deparo logo na página 2 com um comentário equivocado e principalmente, estridente. Primeiramente, não entendi o porquê de tamanha revolta com o Estado e sua identidade cultural. Hoje, dia 19, pude compreender um pouco mais do motivo das acusações do senhor Pacheco.
Pois bem, Sandro. Agora chegou minha vez e vou dar minha opinião, se possível for. Fico triste em saber que existem pessoas que pensam como tu, e vejo que não é apenas uma ou outra. Aprendi desde cedo, e sou grato por isso, a amar a terra em que nasci e seguir os costumes que ela segue, esteja onde estiver. E agora, logo alguns dias antes da data de maior importância para o nosso Rio Grande, é uma pena ler um comentário desta espécie.
Aceito tuas considerações, até por terem ocorridos fatos pessoais, inclusive com teus filhos, e respeito tua posição afinal, a família é sagrada. Mas o que não suporto é da tua parte, generalizar o que algumas pessoas fazem, por mera mesquinhez. Não é problema do Rio Grande inteiro se algumas pessoas te tratam de maneira diferente. Até porque isto acontece em todo lugar. Já morei em São Borja e posso garantir que o povo daí é hospitaleiro e cordial, com todos visitantes, sejam eles nascidos em São Paulo ou no Japão. Quanto à procedência do churrasco, admito que não tenho, e nem tu tens, autoridade para dizer aonde surgiu e quem criou. Contudo, tu deves saber que o churrasco gaúcho é reconhecido no mundo inteiro como um exemplo, não só pelo preparo em si, mas pelo quanto o ritual é cultuado. Não deve ser por acaso, como tu mesmo citastes, que as churrascarias de São Paulo dão nomes ligados ao Rio Grande do Sul para aliarem à sua marca um pouco da tradição do assado.
Não quero com isto te ofender e muito menos de atacar, da mesma maneira que tu. Porém como tu te defendes, aprendi a não defender apenas a mim, e sim, ao Estado que tive origem. E é por ter crescido com estes valores, que me obrigo a discordar e condenar teu posicionamento. Tenho absoluta certeza que o Brasil inteiro reconhece que a identidade cultural mais forte do país é a gaúcha. Amamos nossos costumes como o chimarrão, o próprio churrasco e os símbolos que representam nosso Estado. Não venho julgar quem é melhor, pois isso é imensurável, mas seria um pouco melhor pra São Paulo se os paulistanos sentissem um pouco mais de orgulho e adoração pelo lugar onde nasceram. Para concluir, te aconselho ao bom e velho ditado que diz: “os incomodados que se retirem...”
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Senhor General Carlos Caetano Bledorn Verri
Sendo contestado no início, Dunga soube reverter com trabalho seu quadro, diante de todo Brasil. O também gaúcho, Luiz Felipe Scolari fez o mesmo. Após ser muito contestado devido à classificação suada, e a não levar o baixinho Romário para Copa, Felipão levou para si toda a responsabilidade caso não conquistasse o Mundial. Foi e soube trazer a taça, e é por isso se tornou o que é. Dunga é um seguidor de Felipão.
Dentro dos campos tinha o mesmo estilo de quem aprendeu a jogador bola em uma escola gaúcha. Usando técnica, mas principalmente, força e bravura. E é isso que torna Dunga – e a seleção - o que são atualmente. Bravura, união, entusiasmo... Como treinador, não podemos dizer que Dunga é um especialista, um estudioso. Até porque se estudioso fosse, não escalaria o desconhecido e limitado Afonso. Contudo, devemos saber: todo time precisa de um bravo. Um guerreiro, que grite e que saiba quando e como xingar. Xingar sim, como um time colegial. Falar uma ordem seguida de um palavrão. E não ficar de braços cruzados e com uma cara comprida, como vimos o Parreira no jogo contra os franceses em 2006. Pense. Todo time que se consagrou campeão em qualquer certame, tinha dentro do campo ou na beira dele um bravo.
O senhor Bledorn – nome de general – está dando sua cara e seu estilo à seleção. Não se enxergam mais brincadeiras e pedaladas de Robinhos dentro dos gramados, nem loiras invadindo o campo, nem baladas, nem bebedeiras... Fazendo uma alusão ao futebol e ao país, o Brasil mostrava para o mundo o futebol alegre, solto e com o nosso “jeitinho”, mas que não levava a nada. Se divertia, brincava e perdia.
Pois bem, terminou-se a festa e começou o futebol sério e profissional. Como citou o próprio Dunga no Arena Sportv à anos atrás quando nem era técnico da Seleção: “em 1994 (tetra brasileiro) não dávamos espetáculos, jogávamos futebol. Quem quer espetáculo que vá ao teatro e ao cinema, mas se quiser bravura e dedicação vá ao estádio”. Nesta frase, Dunga resumiu-se.
E o melhor de tudo é que provém dessa bravura e seriedade o futebol arte. O da Copa de 70, que era belo sem desprezar o adversário. Não é necessário o talento das pedaladas, mas sim o talento técnico, que resulta em gols, em belas jogadas e não em macaquices circenses. Assim foi contra os hermanos. Se faz o dever de casa, se joga sério e depois sim, se mostra o talento e se faz usufruto do mesmo.
Tomara que o Brasil se dê bem na Copa. Não para ser hexa - se vier será bem quisto, mas para mostrar pro mundo que o Brasil é muito mais do que loiras, festas, carnavais e pedaladas.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Internet: bom ou ruim?
Há muito tempo, assim que o grande “boom” da internet surgiu, escutamos uma das frases mais bem construídas sobre o tema. “A internet afasta os próximos e aproxima os distantes”. Pois bem, o mundo só evolui desta forma porque conseguimos comunicar em segundos o outro lado do mundo o que está se passando aqui. O que convenhamos, demoraríamos meses e até anos, num passado não muito distante. O que perdemos, e muito, foi o romantismo da evolução e da comunicação que tínhamos no século passado, por exemplo.
A arte saudosista de se escrever na ponta do lápis e demorar, um pouco mais, para comunicar algo. O que nos apavora é o fato de, ao invés de dar bom dia para pessoa ao lado, mandamos um e-mail. As pessoas de uns anos pra cá substituíram a fala pelo bater de teclas e o clicar de mouses.
Contudo, esperamos a evolução. Afinal, é disso que a humanidade depende para um dia alcançarmos a igualdade e a sustentabilidade entre os povos do mundo. Mas, ninguém disse que para evoluirmos, precisamos ser tão práticos, ágeis e frios. O futuro da evolução do homem pode esperar algum segundos, para deixarmos de mandar um e-mail, nos levantarmos da cadeira e irmos dar bom dia ao nosso colega da sala ao lado. Se assim for, afirmamos com precisão: a internet vem para o bem!
sábado, 29 de agosto de 2009
O Muro
Feita de muros é a vida, muros de pedras, concretos
que traçam chegadas, partidas, permanecendo discretos.
muro é o ponto de início, é o destino e a chegada
é segurança de dia, proteção na madrugada
Faz parte de estórias. Afinal, as presencia
muro é confidencial, escuta, vê e silencia
literalmente é um marco, na vida de qualquer um
e como marco, tratado, possui respeito incomum
Feliz é quem faz dos muros, um caminho e uma estrada
faz da concreta certeza, que por ele é repassada
uma lição de vida, um conselho paterno
e por estar tão firmado, torna-se algo eterno
Esse muro é fantasiado,tornou-se subjetivo
mas mais do que nunca, é verdade, é fato, objetivo
foi e é uma etapa, da busca da felicidade
não causa lamentos, e sim, tira ansiedades
Necessidade é revê-lo, acreditar na certeza
saber: realmente é verdade, crer na sua grandeza
pois só assim é possível, acreditar, sem ter fim
que esse muro é pra sempre e está dentro de mim.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A maior das crueldades
leito este, que torço para não deitar
até porque, se sobre ele deito
estarei em paz, e em paz, não desejo estar.
Calmo e tranquilo, como nunca o vi.
Semblante ameno, membros espichados
pele agora clara, como a de um guri
busto reto, dedos entrelaçados.
Se o seu desejo sempre foi o mesmo:
ser imponente e também astuto.
Então agora, penso eu, a esmo
amoleceu-se o outrora, bruto
Fico em silêncio e num respeito triste,
pois é meu destino, e o de todo cuera,
é a maior crueldade que existe,
mole eternizar, o que duro antes era.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Os portugueses e os imbecis
É muito agradável dar risada e principalmente, ter do que rir. Seja dos portugueses, seja dos governantes. Prefiro rir dos portugueses. Os governantes não merecem nosso riso, não merecem nem choro. Tenho absoluta certeza que na sua maioria – para não generalizar – eles riem de nós, gargalham! E aí infelizmente, os portugueses terão toda razão, até porque garanto - mesmo sem conhecer um nome sequer da política portuguesa – eles não têm políticos piores que os nossos. Os motivos de piada e de idiotice somos todos nós. Somos burros, não sabemos raciocinar e mudar um pensamento e pior, uma situação.
Pensamos como o próprio português, que enxerga uma casca de banana e diz: Outro tombo. Para nós, são eles os bestas.
Mas temos explicações. São as falhas do sistema... Quedas, tombos, faltas de solução e de iniciativa. Quando encontramos soluções são, todas elas, ridículas. Contra a gripe?! Vamos suspender as aulas por uma semana. Mais uma. Mais uma. Há quem pense: todos os outrora, estudantes ficarão trancafiados em casa por não terem aula. Brilhante ideia.
No governo brasileiro, a “inteligência” trabalha, mas infelizmente se faz presente nas tramóias e na criatividade dos sabores das pizzas. Pizzas doces e azedas. Doces para os engravatados, azedas para nós.
Agora, portugueses.
Pois bem, seguiremos assim. Com pizzas azedas, gripados, sem ensino e é claro, caindo de cara a cada casca de banana... E o pior, pensando quem os abestalhados e imbecis são os portugueses!