terça-feira, 1 de setembro de 2009

Internet: bom ou ruim?

Vivemos atualmente, numa sociedade em que a rapidez é necessidade. A Era da tecnologia nos remete à frase mais ouvida nos últimos tempos pelos povos: “é pra ontem”. Ao passo em que a sociedade evolui em apenas um ano, o que era para evoluir em dez nos deixa satisfeitos e ao mesmo tempo, preocupados. É a tecnologia, isso já sabemos. O que não sabemos é: bom ou ruim?
Há muito tempo, assim que o grande “boom” da internet surgiu, escutamos uma das frases mais bem construídas sobre o tema. “A internet afasta os próximos e aproxima os distantes”. Pois bem, o mundo só evolui desta forma porque conseguimos comunicar em segundos o outro lado do mundo o que está se passando aqui. O que convenhamos, demoraríamos meses e até anos, num passado não muito distante. O que perdemos, e muito, foi o romantismo da evolução e da comunicação que tínhamos no século passado, por exemplo.
A arte saudosista de se escrever na ponta do lápis e demorar, um pouco mais, para comunicar algo. O que nos apavora é o fato de, ao invés de dar bom dia para pessoa ao lado, mandamos um e-mail. As pessoas de uns anos pra cá substituíram a fala pelo bater de teclas e o clicar de mouses.
Contudo, esperamos a evolução. Afinal, é disso que a humanidade depende para um dia alcançarmos a igualdade e a sustentabilidade entre os povos do mundo. Mas, ninguém disse que para evoluirmos, precisamos ser tão práticos, ágeis e frios. O futuro da evolução do homem pode esperar algum segundos, para deixarmos de mandar um e-mail, nos levantarmos da cadeira e irmos dar bom dia ao nosso colega da sala ao lado. Se assim for, afirmamos com precisão: a internet vem para o bem!

sábado, 29 de agosto de 2009

O Muro


Feita de muros é a vida, muros de pedras, concretos
que traçam chegadas, partidas, permanecendo discretos.
muro é o ponto de início, é o destino e a chegada
é segurança de dia, proteção na madrugada

Faz parte de estórias. Afinal, as presencia
muro é confidencial, escuta, vê e silencia
literalmente é um marco, na vida de qualquer um
e como marco, tratado, possui respeito incomum

Feliz é quem faz dos muros, um caminho e uma estrada
faz da concreta certeza, que por ele é repassada
uma lição de vida, um conselho paterno
e por estar tão firmado, torna-se algo eterno

Esse muro é fantasiado,tornou-se subjetivo
mas mais do que nunca, é verdade, é fato, objetivo
foi e é uma etapa, da busca da felicidade
não causa lamentos, e sim, tira ansiedades

Necessidade é revê-lo, acreditar na certeza
saber: realmente é verdade, crer na sua grandeza
pois só assim é possível, acreditar, sem ter fim
que esse muro é pra sempre e está dentro de mim.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A maior das crueldades

O vejo então, deitado em calmo leito,
leito este, que torço para não deitar
até porque, se sobre ele deito
estarei em paz, e em paz, não desejo estar.

Calmo e tranquilo, como nunca o vi.
Semblante ameno, membros espichados
pele agora clara, como a de um guri
busto reto, dedos entrelaçados.

Se o seu desejo sempre foi o mesmo:
ser imponente e também astuto.
Então agora, penso eu, a esmo
amoleceu-se o outrora, bruto

Fico em silêncio e num respeito triste,
pois é meu destino, e o de todo cuera,
é a maior crueldade que existe,
mole eternizar, o que duro antes era.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os portugueses e os imbecis

Quem conhece a fama dos portugueses?! Aqui no Brasil, pessoas tolas. Motivos de piada, assim como os governantes brasileiros. Até aí, tudo bem. Há quem diga que lá, aconteça o contrário e os idiotas somos nós, quem sabe.
É muito agradável dar risada e principalmente, ter do que rir. Seja dos portugueses, seja dos governantes. Prefiro rir dos portugueses. Os governantes não merecem nosso riso, não merecem nem choro. Tenho absoluta certeza que na sua maioria – para não generalizar – eles riem de nós, gargalham! E aí infelizmente, os portugueses terão toda razão, até porque garanto - mesmo sem conhecer um nome sequer da política portuguesa – eles não têm políticos piores que os nossos. Os motivos de piada e de idiotice somos todos nós. Somos burros, não sabemos raciocinar e mudar um pensamento e pior, uma situação.
Pensamos como o próprio português, que enxerga uma casca de banana e diz: Outro tombo. Para nós, são eles os bestas.
Mas temos explicações. São as falhas do sistema... Quedas, tombos, faltas de solução e de iniciativa. Quando encontramos soluções são, todas elas, ridículas. Contra a gripe?! Vamos suspender as aulas por uma semana. Mais uma. Mais uma. Há quem pense: todos os outrora, estudantes ficarão trancafiados em casa por não terem aula. Brilhante ideia.
No governo brasileiro, a “inteligência” trabalha, mas infelizmente se faz presente nas tramóias e na criatividade dos sabores das pizzas. Pizzas doces e azedas. Doces para os engravatados, azedas para nós.
Agora, portugueses.
Pois bem, seguiremos assim. Com pizzas azedas, gripados, sem ensino e é claro, caindo de cara a cada casca de banana... E o pior, pensando quem os abestalhados e imbecis são os portugueses!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O ponto fraco do Café

Nos meus tempos de mocidade, conheci uma grande pessoa, literalmente. Era bom em tudo o que fazia, dos compromissos profissionais às noitadas sem lei. Tão engraçado quanto brabo, tão revoltado quanto brabo e tão brabo quanto engraçado. Se resumia assim seu ciclo.
Dentre suas várias atribuições, umas das principais, era sua habilidade com as mãos; chegou até ser goleiro de clube. Nos áureos tempos do colorado porto alegrense.
Era facilmente reconhecido pela sua voz, que se igualava a de um urso, e sua barba uniforme, que também se igualava a de um urso. Alto, largo e estúpido, e acredite, tão estúpido quanto um urso. Café. Café era seu codinome.
Seu apelido foi dado devido à cor da sua tez. Era um mulato, colono; Um colono mulato. Por sob a barba de urso estava lá, a cor do café. Variava tons, e assim, chegava a ser comparado a um capuccino, puro exagero.
Quem sabe era por isso que o Café fazia tanto sucesso com as mulheres. Afinal, hoje em dia, toda mulher que se preze gosta de café, e consequentemente do Café. A simpatia era o seu forte. Assim vivia Café. Brabo, engraçado, revoltado, mas inegavelmente com a simpatia. A simpatia que todos temos com o Café, afinal é brasileiro.
O que aconteceu de curioso, é que um dia descobri o ponto fraco dele, do café. E vi, que no seu amargo, havia algo que o adoçava. Ele, covardemente fugia. Café se dizia conquistador, e de certo modo, era. Dizia fazer sucesso com as mulheres altas, grandes e robustas como um queijo colonial. Mulheres de porte, tipo Rebeca Gusmão e Edinanci Silva...
Exibido dizia, sou grande. Portanto, o mínimo que exijo é uma mulher à altura, literalmente. Porém, num belo dia primaveril, Café deu o braço a torcer. Ou admitiu sua fraqueza, ou se deu conta onde ela estava. Sua fraqueza estava, no máximo, na altura do seu esterno - quando de salto-. Que ironia, Café. Um mulato, colono. Colono mulato, de dois metros de altura, e quase isso de largura; se viu enlaçado, dominado, e tantos outros “ados” por uma criatura que não lhe cobria um meio de área. Um rapaz com tanta destreza, tanta força, com as ancas largas sinal de fecundidade, estúpido como um urso. Que blasfêmia!
Mas assim aconteceu. E devemos aprender com o Café.
O Café se deteve nos grandes perigos e, inocentemente, não percebeu que o maior perigo que lhe rondava, estava em baixo do nariz, mais uma vez, literalmente.

Fica a lição e também o conselho. Tomemos cuidados, ou não. Afinal, às vezes é bom sentir que o perigo - e o nosso ponto fraco - estão, no máximo, à altura do esterno.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ned Flanders e a maçã

Qual foi a importância dos filósofos para a história da humanidade? Esta dita sabedoria é imensurável até hoje, para todos nós. Mas temos certeza, não foi pouco. Platão, Sócrates, Aristóteles. Com suas ideias - infelizmente, agora sem acento - de mundo, nos fizeram questionar o porquê de tudo, absolutamente tudo. Os avanços mais importantes no desenvolvimentos da humanidade foram concebidos através deles. Sir Isaac Newton, por exemplo. Passava dias estudando, analisando e refletindo. Até que um belo dia, sentado à sombra de uma macieira, ao lhe cair um fruto sobre a cabeça, se deu conta que vivemos sobre uma dada lei da gravidade. Embora muitas pessoas digam que ele inventou, é mentira. Newton apenas descobriu sua existência.
Em síntese, os filósofos, todos eles, eram nada mais nada menos que pensadores. Passavam dias, meses e anos pensando e descobrindo tudo sobre tudo. Diferente de mim, que trato apenas um pouco do todo. Por não ter o QI igual ao deles e também por não ter tempo. E é justamente por este tempo que, infelizmente, nos dias de hoje não aceitamos mais filósofos. Definitivamente, não!
A era capitalista e por conseqüente, do consumo, nos obriga a fazer tudo para ontem. É necessário resultado imediato em tudo, ainda mais no que diz respeito ao aspecto profissional.
E quem sofre é o Inter e o Tite.
Um pensador, estudioso. Um filósofo. Para o bem ou para o mal, Tite não tem espaço no futebol de hoje. Com sua calma e teoria, que nas entrevistas parecem uma afronta à paciência dos torcedores, ele não consegue agradar a mais ninguém. O momento exige alguém que, ao invés de dar explicações táticas e técnicas sobre o posicionamento do time ou esquema de jogo ou o onipresente e onipotente equilíbrio, diga um palavrão e empurre um repórter. Tite é Ned Flanders demais!
Mas o que resta aos colorados, ainda mais agora com o Muricy no Palmeiras, é apenas esperar que o Tite saia ou então, que a maçã caia o quantos antes em sua cabeça.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Aldeia ou o porco.


Marshall McLuhan, sociólogo canadense, trouxe e nos apresentou o conceito de “Aldeia Global”, na década de 60. Como todo sociólogo que se preze, ele analisou nossa sociedade, e percebeu que vivemos numa aldeia mundial, somos uma sociedade só, e cada vez mais, somos um só. Trocamos informações e conhecimentos durante todo o tempo e com todo o mundo. Fantástico.
Foi-se o tempo em que uma informação, para atravessar os oceanos, levava dias, semanas e às vezes, meses. Hoje, são minutos, segundos, centésimos e milésimos, “clicks”. Já diziam os sábios, a tecnologia vem para aproximar os distantes e distanciar os próximos, e quem sabe é por isso que mandamos emails para quem está na sala ao lado. E McLuhan disseminou isso!
Pois bem, estamos mais rápidos, mais eficazes e também, de certo modo, interagimos mais. Diferente do passado. Onde tudo era lento e devagar. Somos indestrutíveis, uma sociedade unida e compacta. Que mundo!
Voltando ao passado: tudo era calmo e tranqüilo, entediante, até bucólico era. Mas olhando por outro lado tudo era fácil de ser combatido e também reparado. Quando algum problema se disseminava, se localizava o causador e se exterminava. E assim seguia a vida, de forma calma, tranqüila e até bucólica. Mas hoje? Hoje, não!
Hoje, é “click”. E não me refiro ao click do mouse, e sim, ao click do porco. Aí temos um exemplo, o porco!
O porco, quem diria. É o mal do século. Assim como a informação, ele está tomando conta. Será uma pandemia. A vingança suína. Mortal. Ninguém havia se dado conta, mas o porco é vingativo.
Mal sabíamos nós, e mal sabia Herbert Marshall, que 50 anos após sua fantástica descoberta, surgiria um concorrente. Chocante e sensacionalista como o Datena. E, mal sabia também, que este concorrente nos obrigaria a escolher de forma eliminatória e definitiva. Com quem, daqui pra frente haveríamos de viver. Colocando-nos à prova, com uma complexa escolha: A Aldeia ou o porco.