segunda-feira, 13 de abril de 2009

Marketing Futebol Clube

Neste ano de 2009, mais do que nunca, vemos o quão importante é saber lidar com questões ligadas a economia, finanças e dinheiro.
Antigamente, a cerca de 40 anos atrás, para não irmos muito longe, não era assim. Mas hoje é, infelizmente, é. Pelo que se vê no título (do texto) estamos falando sobre gestão e economia, dentro do mundo esportivo. Temos hoje o que chamamos de clube empresa, os quais na Europa são quase que normais, afinal lá, se adotou esse sistema antes que aqui na América, como foi por toda a história.
Contudo, hoje temos cada vez mais, clubes brasileiros aderindo a esta forma de administrar. E podemos descobrir quais são eles olhando apenas para os resultados desse início de ano e dos anos anteriores.
Futebol não se ganha mais dentro de campo. Se ganha fora, com a firmeza de um dirigente que se compara a um zagueiro em uma negociação, com a esperteza e a visão de marqueteiro que se compara a um meia armador e com a habilidade de um presidente que se compara a de um centroavante ou atacante. Ou seja, o verdadeiro sucesso de um clube, antes de depender dos grandes craques e grandes times, depende de uma gestão e de uma administração de longa data, não se constrói da noite para o dia esse planejamento estratégico que um clube terá que se adaptar para obter sucesso.
Os dois primeiros clubes brasileiros a adotarem essa estratégia foram São Paulo e Inter, que são inquestionavelmente, os dois melhores clubes desse início de século. O São Paulo, incomparável, pois ganhou nos últimos três anos o campeonato nacional, ganhando também libertadores da América, Recopa e mundial interclubes. O Internacional esteve sempre entre os primeiros na tabela, também conquistando libertadores da América, mundial interclubes, Recopa e Sul Americana. Devido aos feitos desses dois clubes, os demais começam a utilizar dessa estratégia também, como exemplo: Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo. Porém ainda temos no Brasil, clubes que estão muito longe dessa realidade, pois não tem gestão e muito menos planejamento. E que mais tarde, acabaram sofrendo dentro de campo, o que foi causado fora dele. Daí vem os “inexplicáveis” rebaixamentos de clubes grandes como Vasco, Corinthians e Grêmio.
Por fim, podemos ver que foi-se o tempo em que futebol antes de tudo era garra, paixão e raça, hoje em dia, antes de tudo, futebol é negócio.

terça-feira, 17 de março de 2009

Chicoleta and me

Há alguns dias atrás assisti o filme Marley e Eu, um lançamento de grande sucesso no mundo inteiro. Justificável, pois é um filme simples, comparado às grandes produções hollywoodianas, contudo um filme que traz em sua essência um amor simples, paterno e materno de um casal por um cachorro: Marley. O filme, pelo que se observa é uma mistura entre romance, comédia e drama. Exibe cenas hilárias por parte de Marley e ao mesmo tempo mostra os problemas e as emoções enfrentadas num casamento e nos planos de se ter um filho e constituir uma família.
É certamente inevitável para os espectadores, não se colocar no papel dos protagonistas, Jennifer Aniston e Owen Wilson. E também não pensar no seu animal de estimação ao ver Marley. Ainda mais para quem tem como animal de estimação um cachorro.
O filme, em síntese, ensina a todos como aprender a amar os animais, a natureza e as pessoas. Respeitar e aceitar o jeito de cada um e também, as atitudes. Confesso, não pude deixar de comparar Marley à Chicoleta. E também pensei, que belo casal fariam.
Chicoleta é assim, exatamente igual nas atitudes, ganha apenas no quesito obediência. Todavia, aprendi a amá-la. Aceitei suas mordidas, suas desobediências, suas “necessidades” feitas em locais não apropriados, seus latidos, seu choro e também todos os objetos que ela destruiu e acredite, ainda vai destruir. Afinal, cada um tem seu instinto, e os animais são as criaturas que mais conseguem nos demonstrar isso, através deles, devemos aprender a aceitar nossas diferenças.
Como no filme, já briguei, já me irritei, já ofendi e confesso já bati, mas hoje entendo que de pouco adianta. O que resta mesmo é aceitar e tentar educar da forma mais carinhosa possível.
O que realmente entristece no filme, e faz com que ele tenha drama é o seu final. Onde até a pessoa mais fria do mundo, se sente comovida com a partida de Marley e, como eu; também pensa, o quão triste será o dia em que meu animal de estimação partir. E, como citado no filme, um cachorro para muitos é um filho, portanto a dor por sua partida se equivale a se um ser humano.
Em síntese, procure sempre amar e aceitar as pessoas e os animais enquanto há tempo. Pra mais tarde, olharmos para traz, e ver o quanto valeu à pena.

domingo, 8 de março de 2009

A culpa é das operadoras...

No dia seis de março a “jornalista” Florença Mazza, publicou uma matéria no site globo.com - http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1031851-9798,00-CANSADA+DEPOIS+DO+SALGUEIRO+VIVI+ARAUJO+PULA+CARNAVAL+NO+SUL.html - onde noticiava e comentava (sem muita propriedade) onde estava e o que fazia a atriz Viviane Araújo. A jornalista citou o fato de poucos dias após o cansativo carnaval do Rio de Janeiro Viviane Araújo ao invés de descansar retornou mais uma vez a Uruguaiana para desfilar pela escola de samba Os Rouxinóis. O que se tornou polêmico e revoltante foi a comentário que a dita jornalista, fez sobre Uruguaiana, se referindo com uma cidadezinha onde sequer o celular pega.
O fato gerou indignação nos Uruguaianenses e nos apreciadores do carnaval dessa cidade, considerado o terceiro maior do Brasil.
Pensamos os motivos pelos quais Florença Mazza se referiu assim à cidade de Uruguaiana. Afinal, espera-se que haja algum motivo pessoal que municia esse comentário, infeliz. Analisando racionalmente, é inadmissível que, com toda essa tecnologia que nós dispomos uma jornalista não pesquise e estude uma cidade a qual vai relatar sobre.
O que nos resta pensar é que a jornalista Florença Mazza, não goste de carnaval, de Uruguaiana ou até mesmo da inocente e frágil Viviane Araújo, que de protagonista foi para figurante nessa novela.
Sem fugir muito do assunto, deixo aqui elogios, saudações e também muito orgulho do carnaval Uruguaianense, que embora ainda tenha alguns detalhes para aperfeiçoar; cada vez mais, nos prova o quanto é capaz de proporcionar ao povo, em beleza, em luxo e em dedicação por parte das escolas e agremiações. E se firmando a cada ano, o carnaval se torna mais uma qualidade dessa cidadezinha onde sequer o celular pega... Parabéns Uruguaiana.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O jeitinho brasileiro

O mundo todo conheceu. E está conhecendo o jeitinho brasileiro. Tudo está interligado, como uma rede, como um sistema... Brasil, futebol, carnaval, o dito “jeitinho”, a malandragem e incluí-se aí a sacanagem. Este jeitinho, está sendo apresentado ao mundo, pelas brasileiros que tem a maior respeitabilidade lá fora, os jogadores de futebol. Os craques do mundo da bola. Concordo com os apelidos: é o “menino da vila” (e põem vila nisso), o “Imperador” (só se for da noite) e o “Fenômeno” (dos escândalos). Maiores que seus feitos dentro dos gramados são seus feitos fora de campo, nas noites cariocas, européias e por aí vai... E apresentam ao mundo o porquê de o Brasil ser o país do turismo sexual.
Seguiremos em ordem alfabética para não nos perdemos. Adriano – Imperador – não é nada difícil encontrar fotos e registros do cidadão em noitadas, bebendo, fumando e realizando atividades não muito saudáveis, pelo menos, para um atleta. Robinho, que parecia ser um jovem centrado, com mulher e filho, agora apronta em um novo escândalo com jogador brasileiro, inocente ou culpado, lá estão, manchetes e notícias, que dizem: mais um brasileiro envolvido nesses tipos de caso. Cabe a ele agora, se defender seja com argumentos ou pedaladas. E chegamos agora, ao Fenômeno, que agora pertence ao “Curintia/Curingão”. São filhos, separações, noitadas e “Andréias Albertinis” em sua vida, ou melhor, André Luís Ribeiro Albertino. E da mesma forma que eles, estão errados os técnicos Mano Menezes, Renato Gaúcho e tantos outros que dizem que se o jogador comparecer aos treinos e tiver em condições de jogo é o suficiente. Se os técnicos, que são as pessoas que dispõe de autoridade para proibir e censurar este tipo de atitude deixam acontecer e passam a mão na cabeça, quem fará com que os jogadores “cabeças-ocas” coloquem este dito “porongo” no lugar. E, para não esquecer Ronaldinho Gaúcho pelo que é de senso comum, para santo não serve, como tantos outros. Resta-nos apenas, torcer pelo Kaká, que é um rapaz de vida correta (ou sabe enganar muito bem) dê alguns, bons, conselhos a esses moços de vida torta. Do contrário, uma frase será colocada à prova: “o melhor do Brasil é o brasileiro”.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Quanto poder!

Uma morena não sabe a missa metade do seu poder! Ah, não sabe... Eu considero que o poder de uma morena é mil vezes maior que o poder do Obama, pois eu aposto que o Obama não resiste à uma morena. Coloquem o Obama trancado na Casa Branca com uma morena pelo período de um mês, e veremos quem é mais poderoso. Mas, vamos nos posicionar e falar da morena, e não do mulato.
Tinha panturrilhas mais grossas que a do Roberto Carlos, porém tão delicadas quanto a Sandy cantando “imortal”. Portava um bronzeado de dias, aqueles que se conquista corretamente: antes das dez da manhã e após as quatro da tarde. Era curtida, com a cor semelhante à de uma cuia. E sempre usava um decote discreto, que iniciava da ponta da clavícula até exatamente o meio do externo, passando pela zona do perigo. Quanto poder!

Jogava no time do bairro, o Santanense, o melhor centroavante que já existiu, no time do bairro, é claro. Era um pardo, largo e estúpido. Contudo, tinha uma categoria nunca antes vista. No mesmo lance tinha a perícia para executar uma lambreta e a ignorância para fazer da rede um fiapo com a força de sua canhota. O poder da canhota do pardo era equivalente ao do Fernandinho Beira-mar. E era através da canhota do pardo, que o Santanense tinha chegado às finais do citadino. O pardo era mau, e como era. Uma vez, com o jogo ganho ele se desentendeu com o goleiro, o Perereca (pulava como tal), e de propósito chutou a bola com tanta força que o rosto do Perereca virou um purê. Passaram-se os jogos, os adversários, as patadas do Pardo e a conquista começou a chegar perto.
Por ironia do destino o Santanense chegou à final, justo contra quem: o time do Perereca. A várzea lotou. Eram bandeiras, gritos, torcidas até bombas espocaram antes do jogo. Passa-se o primeiro tempo, o segundo e chega a prorrogação. O time do Perereca dependia apenas do empate. Porém aos dez minutos do segundo tempo acontece um pênalti para o Santanense. O pardo correu e logo pegou a bola. Todos sabiam da disputa pessoal que ocorria naquele instante, e entenderam o quão perigoso e derradeiro era aquele momento.
O que ninguém percebeu, foi a morena. Sim, aquela mais poderosa que o Obama. Ela estava ali, pertinho, estrategicamente posicionada atrás do gol. O Pardo ajeitou o caroço calmamente, deu passos até a intermediária e veio correndo como um avestruz, mas no caminho algo lhe chamou a atenção. E foi a morena... Que lhe sorriu, com o canto da boca, ajeitando o cabelo; e fez aquilo com uma harmonia melhor que a do Salgueiro. Pardo chutou o chão, levantou um canteiro, e não a bola, que foi rolando mansa até o Perereca que sorria, e sorria como um menino. A morena deu as costas e saiu. Foi embora e o Pardo, desolado nunca mais à viu. O estádio todo ficou sem entender o lance. O juiz que se preparava para correr até o meio campo, baixou a cabeça fazendo sinal de negativo, tristonhamente. O silêncio permaneceu e começou a imperar apenas a gargalhada do Perereca, maquiavélica. Todos ficaram com uma pena imensa do Pardo... Coitado, mal sabia ele, que a vingança do Perereca viria tão cedo e, ainda, acompanhada de uma cúmplice, sua namorada, a morena, do poder. E que poder!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Adeus ano velho! Feliz ano novo?

Peço desculpa a quem acompanha o blog com freqüência. Minha ausência foi devido à falta de tempo, mas agora, me redimo, ou tento, está aí um desejo de feliz natal e ano novo. E até a próxima.

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Mais um ano, ou melhor, menos um ano! Tivemos notícias boas neste ano que passou, também tivemos notícias ruins, e algumas que pouco nos importaram. Mas, agora que finda mais um ano é hora de analisar e repensar o que mudou em nossas vidas com mais um ano, ou menos...
Foi lei seca, crise econômica, eleições e até Ronaldo no Corinthians. Mas, e aí? O que isso mudou em nós, ou melhor, no que nós mudamos, ou melhor ainda, no que nós melhoramos?
Para isso existe esse balanço de fim de ano. Um momento de reflexão para recapturarmos bimestre à bimestre, mês à mês e até, quem sabe, semana à semana. E assim, ver o quanto 2008 nos modificou. Foi feito tudo o que planejei naquele primeiro momento de 2008? E também, será que vai ser possível fazer tudo o que estou planejando para 2009? Sonhos de curto prazo foram realizados? Aquela viagem? Aquele título? E até, para alguns o vestibular ou a formação...
Pense, analise, cada atitude, cada situação por maior que seja sua insignificância... Será que tomei as decisões corretamente? E se eu agisse de outra maneira o que será que ia acontecer. Aproveite para ver se a vida que está seguindo é a mesma que tinha planejado, tempos atrás.
Sinta saudade do que passou e do que se foi em 2008 e, se anseie do que está para chegar em 2009! Viaje! E pense grande, almeje os sonhos mais difíceis, afinal, sonhar não custa nada...
Mas depois de ver tudo isso, o que conseguiu e o que não conseguiu, olhe para frente. E nesse ano que chega mude a estratégia e pense, não o que irei fazer em 2009 e sim, o que eu quero em 2010. Pense no futuro, previna-se! Afinal, um homem precavido vale por dois. E ao invés de se preocupar com as tarefas e as metas de 2009, veja somente, o quanto tudo isso será bom em 2010. Ahh, e... FELIZ ANO NOVO!

sábado, 29 de novembro de 2008

O melhor do Brasil é o brasileiro?!?!

“Moro num país tropical/ abençoado por Deus/ e bonito por natureza.”
Bom, se assim fosse. Calma! Não estou dizendo que não acho o nosso Brasil varonil um país ruim. Mas vamos ser sinceros. Tá, temos 5 copas do mundo, o melhor jogador a mulher mais bonita, e também exportamos bastante, visto que, somos um país-continente. Ah, e também não temos terremoto, ou pelo menos não tínhamos.
Falo isso porque não era pra ser assim. Não precisava. Quanta preocupação nos traz essa enchente em Santa Catarina. Nos deixa ansiosos, aflitos até trêmulos. Não somos nada, e não estou falando dos brasileiros, estou falando dos terráqueos. Os homens constroem, montam,edificam. E aí? Vem uma chuva e destrói, desmonta. O quão vulneráveis somos nós. E quantas catástrofes vem acontecendo nestes últimos tempos. Catástrofes que outrora não existiam, é o espelho, o reflexo do que o homem fez e que, pelo jeito, vai seguir fazendo.
Mas tudo bem, voltamos ao Brasil e a Santa Catarina. O povo que chama os políticos de desonestos e anti-éticos, e não por acaso, mostra que também não conhece muito sobre isso. Pois num momento em que o que devia imperar era a solidariedade, vemos do lado dos comerciantes água sendo vendida a preço de ouro e do lado dos consumidores, assaltos à lojas e supermercados. É aceitável e perdoável o que é roubado para sobrevivência, comida, água.. Porém, eu penso que o ser humano vive sem uma TV de plasma. Não era pra ser assim. A ocasião faz o ladrão já dizia a velha sentença, e o que me põem em dúvida o que é mais triste, o que está sendo feito com o povo ou o que o povo está fazendo.
Nesse ritmo vamos indo. E, tentando pensar pelo lado bom, se é que ele existe, o que resta a nós é ajudar. Resgatar o que perdemos, e não falo aqui de coisas materiais. Falo do que realmente vale, sentimentos como fraternidade, irmandade e solidariedade. O velho e bom sermão que diz: fazer o bem sem olhar a quem. Afinal, hoje são eles... (prefiro não terminar a frase)